Olivicultura é debatida durante Seminário de Enogastronomia
Fórum aconteceu no Rivera Cassino e Resort, em Rivera, no Uruguai

Na quarta-feira (06), na programação do Fórum Enogastronômico, que acontece durante o Festival Binacional de Enogastronomia e Produtos do Pampa, no Rivera Cassino e Resort, em Rivera, no Uruguai, discutiu-se sobre a olivicultura no Rio Grande do Sul.

A produção de azeite de oliva e de azeitonas de mesa foi debatida pelo assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, Tailor Luz Garcia, por Jorge Hoffmann, da Câmara Setorial da Olivicultura no Rio Grande do Sul, e pelo representante da Tecnolivas, de Caçapava do Sul, Osmar Rosa.

Conforme Garcia, a Metade Sul do Rio Grande do Sul é uma das melhores regiões para produção de oliveiras e já possui cinco indústrias de extração instaladas, sendo que quatro estão em funcionamento. O assistente técnico falou também sobre aspectos de produção, importação e exportação no mundo e os principais países produtores: Espanha, Itália, Grécia e Portugal. Na América do Sul, destacam-se Chile e Argentina. Outro aspecto exposto por Garcia é que a produção no Rio Grande do Sul destina-se, apenas, ao azeite de oliva, excluindo-se a produção de azeitona de mesa.

PRODUÇÃO DE OLIVAS
Garcia ressalta ainda as condições climáticas que contribuem para a produção de oliveiras. No Rio Grande do Sul, o primeiro plantio de oliveiras ocorreu em 2003, no município de Caçapava do Sul, e a primeira colheita aconteceu em 2007. A produtividade média no Estado é de 20 quilos por planta, o que corresponde a seis mil quilos por hectare. No entanto, a produção de alguns pomares do Rio Grande do Sul varia entre 30 e 50 quilos por planta. Já o rendimento médio de azeite é de 15% do peso dos frutos processados.

Na sequência, Hoffmann falou sobre o surgimento da Câmara Setorial das Oliveiras no Rio Grande do Sul, que foi instituída em 2012. Apesar dos avanços obtidos desde o primeiro plantio, ocorrido em 2003, Hoffmann explica que ainda há desafios a serem vencidos como a construção do Programa Estadual da Olivicultura, a fiscalização dos azeites importados, o cadastro olivícola, a melhora das condições de investimento e ampliação do conhecimento.

Por fim, Osmar Rosa, da Tecnolivas, falou sobre o diferencial do azeite de oliva produzido no Estado, que é puro e jovem, segundo ele, a essência do azeite extra virgem. Além disso, Rosa apresentou o trabalho desenvolvido pela empresa Tecnolivas, que hoje investe na olivicultura desde a produção das mudas até a extração do azeite, engarrafamento e comercialização. Atualmente, a Tecnolivas possui 26 variedades de oliveiras, sendo que algumas são apenas para pesquisa. Sobre o cultivo de oliveiras, Rosa frisa: “É mais uma alternativa de diversificação para o pequeno produtor”.